IELTS – Esteja preparado!

Se você sonha em realizar um curso superior fora do Brasil um dos primeiros requisitos pra você ser aprovado nas instituições de ensino é provar suas habilidades acadêmicas no inglês (no caso de escolher ir para um país de língua inglesa, óbvio!). Porém, não vá pensando que seu certificado de “super fluent advanced” da CCAA, Wizard, Wise Up vai te ajudar nesse momento. O que vale para as escolas e universidades é ter uma certificação internacional reconhecida (e as mais conhecidas são TOEFL, Cambridge e IELTS ).

O TOEFL é um certificado mais popular para os estudantes que desejam estudar nas universidade dos Estados Unidos. Já o IETLS tem crescido em reconhecimento internacional por ser aceito por mais de 8000 instituições de 135 países como Austrália, Canadá, Irlanda, Nova Zelândia, África do Sul e Reino Unido.

IELTS

Algumas instituições na Nova Zelândia têm autorização do governo para aplicar testes  internos de proficiência de inglês e aceitarem estudantes que não tenham o IELTS. Esses testes podem ser feitos online (você faz o teste ainda no BR, ou no país que você esteja) ou você pode fazer presencialmente. Porém, devido a diversos casos de fraudes, está cada vez mais difícil encontrar instituições que disponibilizam esses tipos de testes, especialmente online.

Existem dois tipos de exames de IELTS: o IELTS Geral e o IELTS Acadêmico. O Acadêmico geralmente só é exigido para ingressar em Universidades Públicas. Já o módulo Geral é exigido como requisito para obtenção do visto de residência na Nova Zelândia (além de Austrália e Canadá) bem como aceito na maioria das Instituições particulares e Politécnicas do país.

downloadQuando estávamos planejando vir para a Nova Zelândia nós não considerávamos prestar o IELTS e então  conseguimos encontrar uma instituição que na época aplicava o teste online. Porém, com as mudanças nos processos de imigração, um certificado de proficiência de inglês passou a ser item obrigatório para a aplicação e por conta disso nós prestamos o IELTS em Outubro de 2017. Yeees, We did it!! 

A primeira coisa que você precisa saber sobre este certificado é que não existe “aprovado x reprovado”. O resultado do exame vai te mostrar o seu nível de proficiência na lingua inglesa em quatro competências: compreensão, leitura, escrita e conversação. Você receberá uma nota para cada módulo e uma nota geral de todo o exame (média dos quatro módulos). Geralmente é exigido obter o mínimo de 6.0 de nota geral para cursar um Diploma Level 7 e no mínimo 6.5 para uma pós-graduação, MBA,  ou como requisito para o visto de residência do principal aplicante. Apesar de não ter validade, as instituições de ensino e a imigração geralmente exigem exames realizados há menos de dois anos.

O IELTS é um exame bem objetivo porém com DIVERSAS pegadinhas. Para ter sucesso na prova, mais do que ter domínio da língua inglesa, você precisa ter conhecimento e estar preparado para a estrutura da prova.
Na parte da compreensão e leitura você pode encontrar questões de diversos tipos como “preencher a lacuna”, ou “true/false/Not given” (e eles te confundem nessa aqui que é uma beleeeza), “alternativas” ou “interpretação de resumo de parágrafos”. Nestas duas sessões escrever corretamente as palavras é impressindível (incluíndo plural/singular). Além disso, é muito importante ler o enunciado das questões. Se o teste te pede para responder com até 2 palavras, se você colocar 3 palavras a resposa estará incorreta.

Estrutura da prova do IELTS

  • Listening (compreensão): nesta etapa você ouve quatro conversas e/ou monólogos e vai respondendo as 40 questões. Você só tem a chance de ouvir 1 (UMA) única vez o áudio. Se perder alguma questão não se desepere e não perca tempo tentando adivinhar, continue focado no áudio para não perder as próximas respostas. O tempo total dos audios é de 30 minutos e ao final você tem mais 10 minutos para transferir suas respostas para o formulário de respostas.  Nesta parte ovcê irá ouvir uma grande variedade de sotaques como o americano, o inglês britânico, o australiano e o neozelandês.
  • Reading (leitura): esta sessão é composta por 40 questões e o tempo é de 60 minutos. Aqui, dependendo do tipo do IELTS que você fizer (Acadêmico ou Geral), você terá diferentes tipos de textos. Para o IELTS Acadêmico, os textos são mais longos e acadêmicos, enquanto que no IELTS Geral são textos curtos, geralmente relacionados ao dia a dia. A dica para esta etapa é você entender como os modelos de questões funcionam para sua lógica de raciocínio, ou seja, você precisa entender se ler os textos antes ou depois das perguntas faz diferença no seu controle de tempo de prova. Este é um dos principais motivos pelos quais os simulados são tão importantes.
  • Writing (escrita): nesta etapa você terá 60 minutos para escrever 2 textos. Esta sessão também tem diferença entre o Acadêmico e o Geral. O IELTS Acadêmico pede para que você interprete as informações de um gráfico, diagrama ou tabela e o segundo texto é um artigo de pelo menos 250 palavras. No IELTS Geral, o seu primero texto será uma carta de no mínimo 150 palavras (formal ou informal) e o segundo texto também será um artigo de pelo menos 250 palavras. Os simulados te ajudam a ter ideia de quantas linhas você precisa escrever para dar a quantidade de palavras necessárias, assim você não perder tempo contando palavras na hora da prova (porque não da tempo MESMO). O ideal é utilizar 20 minutos para o primeiro texto e 40 minutos para o segundo texto. Os temas dos artigos e das carta seguem os mesmos modelos e muitas pessoas com inglês fluênte podem falhar nesta fase pois a avaliação desses textos envolve 4 aspectos, sendo um deles a estrutura do texto, por isso aprender a estrutura fará total diferença no seu resultado desta etapa. Outra dica é evitar contrações como don’t, isn’t, I’m, etc… Erros de grafia também são penalizados.
  • Speaking (conversação): dividido em 3 partes e por cerca de 15 minutos, esta é a única etapa do IELTS que é feita 1-1 (você e o examinador). Na primeira parte você responde sobre assuntos pessoais como trabalho, família e coisas do dia a dia. A segunda  parte você recebe um cartão com um assunto específico e você tem 1 minuto para se preparar e 2 minutos para falar sobre o tema (sim, cronometrado). O ideal é que você fale durante os 2 minutos, então quando pensar no tema, pense em detalhes que você pode contar, e uma tente dar uma “floreada” nas situações. Na terceira parte você responde algumas perguntas relacionadas ao tema abordado na parte 2. A principal dica para esta sessão é MANTENHA A CALMA! Você não precisa falar rápido para demonstrar fluência, mas você também não pode ficar gagejando caso não saiba ou não se lembre de uma palavra. Evite gírias e repetir uma mesma palavra diversas vezes ( “like”, “for example”). Os assuntos podem ser diveeersos, mas estar preparado para falar sobre você pode te ajudar pelo menos na primeira parte (Você estuda?O que? Trabalha? Gosta do seu trabalho? Mora com seus pais? Como é a sua familia? E a sua cidade? Com certeza uma dessas perguntas será feita pra você).

O tempo total que você fica lá sofrendo fazendo o teste de reading, writing e listening é de 2 horas e 40 minutos, sem intervalos. a prova é feita toda a lápis, não precisa passar nada a caneta. Não pode levar nada de comidinhas, só uma garrafa de água. Se você precisar ir no banheiro você tem que ir durante uma das sessões e usar o seu tempo de prova. Geralmente a sessão de speaking não é realizada no mesmo dia ou na mesma hora das outras sessões. Eles te mandam um e-mail com todas as informações. Uma vez realizado o exame, o resultado sai 13 dias depois de concluído e no caso de não ter conseguido a nota necessária, você poderá repetir o exame a qualquer momento.

Custos do IELTS

Nós pagamos e fizemos o IELTS na Nova Zelândia, e o valor foi de NZD$385.  Recomendo que você de uma olhada no site oficial para saber saber as informações para o Brasil ou aonde você estiver. Existem mais de 900 centros que aplicam o IELTS pelo mundo. Para se registrar online você só precisa preencher um formulário e enviar uma cópia do seu RG ou passaporte.

Como se preparar para o IELTS

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Se você tem intenção de prestar esse exame, a nossa dica principal é você fazer (muitooos) simulados. Aprenda a estrutura e mecânica da prova, controle o tempo de acordo com o tempo oficial. Além disso faça uma imersão na língua inglesa: leia materiais, sites, blogs em inglês, assista vídeos no youtube, filmes e séries somente com legenda em inglês e de diversos sotaques.

Alguns sites e materiais online foram essenciais e nos proporcionaram dicas maravilhosas para o teste. Existem diversos canais no youtube mas o E2 Language e o IELTS LIZ nos deram dicas importantes de uma maneira simples e direta. Pelo site IELTS Exam você pode fazer o download gratuito de cada módulo da prova (nós fizemos TODOS os simulados desse site da parte de “reading”). O site oficial do IELTS também disponibiliza as provas para serem usadas de simulados. Além disso, eu me cadastrei no site IELTS MATERIAL e recebia diáriamente no meu email uma listinha de exercícios.

Como eu (Stella) estava me sentindo menos confiante especialmente para a sessão de writing, eu entrei em contato com o pessoal da HINT Linguistic Consulting. Eles são uma empresa do Brasil, porém conseguiram organizar todo o esquema de aulas pra mim através de skype. Eles foram super flexíveis tanto nos horários das aulas (o fuso horário BR-NZ não é fácil), quanto no conteúdo que foi totalmente personalizado para as minhas principais dificuldades.

Caso você tenha probleminhas em criar uma diciplina para estudar sozinho, existem diversas escolas aqui na Nova Zelândia que além de inglês geral oferecem cursos preparatórios para o IELTS. Então, antes de fechar a matrícula em uma escola de inglês, se a sua intenção é no futuro fazer uma graduação por aqui, ou está planejando imigrar para o país, a minha recomendação é que você procure saber se a escola oferece esses tipos de cursos preparatórios. (Você já sabe que eu posso te ajudar a encontrar esses cursos aqui na Nova Zelândia se você precisar, né? É só clicar aqui ).

No Brasil, além de professores particulares, também existem escolas que oferecem cursos específicos para certificados. Procure saber se a escola que você pretente estudar ou está estudando disponibiliza algum dos certificados (Internacionais e reconhecidos) e também a média de aprovação dos alunos. É importante e pode te ajudar nos seus planos futuros 🙂

Retrospectiva 2016

E aí mundo! Faz tempo que o casal aqui não dá notícias pelo blog, né não? Pois é, esse final de ano foi bastante corrido pra nós enquanto tentávamos nos dividir entre emprego e os muitos trabalhos e provas da escola. Mas a boa notícia é que o curso acabou, conseguimos nossos diplomas e acabamos de aplicar pro visto de trabalho . E antes de virar a página do calendário decidimos fazer um último post!

E tem jeito melhor de terminar o ano do que com uma retrospectiva de todas as novas experiências que esse ano de 2016 nos proporcionou? Então vamos aos fatos…

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Janeiro

Começamos o ano com tudo programado pra nossa mudança. O visto da Stella já havia saído no fim de Dezembro enquanto eu ainda esperava o meu. Apesar de estarmos bem adiantados em relação aos prazos, rolava uma ansiedade pois tínhamos aplicados na mesma data. No fim, tudo certo… Recebi meu visto e seguimos o planejamento.

Fevereiro

Com praticamente tudo certo para a mudança, faltava nos despedirmos dos nossos antigos empregos. Já tínhamos avisado que nos mudaríamos, então tudo não passou de uma formalidade. Mas pra quem desde o primeiro estágio nunca havia experimentado a sensação de ficar desempregado cortar esse vínculo foi um marco pra esse novo mundo que estávamos construindo. Também aproveitamos a folga do Carnaval para visitar alguns amigos em Florianópolis e Itajaí e nos despedir desse lugar que amamos tanto!

Março

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Enfim, casados!

Depois de mais de 15 anos juntos (isso mesmo!) e mais de 1 ano morando juntos finalmente chegou o dia de dizer sim, assinar os papéis e finalmente sermos declarados marido e mulher. Comemoramos com uma pequena festa, um misto de casamento e despedida, um dia que vamos lembrar sempre com muito carinho!

E 20 dias depois estaríamos entrando no avião rumo a maior mudança de nossas vidas. Veja aqui como foi nossa viagem de ida pra Nova Zelândia.

Abril

Tivemos poucos dias pra explorar a cidade de Auckland antes do nosso curso começar. Até porque nosso primeiro desafio por aqui foi encontrar um lugar pra morar. Depois de algumas visitas desanimadoras, finalmente encontramos nosso primeiro lar na Nova Zelândia, um studio no centro da cidade, onde passaríamos os próximos 6 meses. Foi também em Abril que eu consegui o meu primeiro emprego e comecei a trabalhar casualmente como labour.

Maio

Continuávamos procurando emprego, e lá pelo meio do mês consegui o meu segundo emprego por aqui e comecei a trabalhar como vendedor em uma loja de móveis. Alguns dias depois a Stella também conseguiu um emprego num café. Veja aqui como foi nossa busca por emprego e algumas dicas de como conseguir.

Junho

Depois de 2 meses ralando e tentando se encaixar na nova rotina, conseguimos fazer nossa primeira viagem pelo país. É verdade que foi uma curtinha, de apenas 2 dias, mas era o que dava pra fazer com os nossos compromissos. Conhecemos Rotorua e Taupo e registramos tudo!

Julho

O nosso primeiro inverno! O primeiro semestre do curso chegava na reta final e com ele muitos trabalhos pra entregar e provas. Porém mais uma vez conseguimos uma brecha na nossa agenda pra conhecer a estação de ski do Mount Ruapehu e tentar praticar snowboard pela primeira vez.

Agosto

Enfim, férias! Aproveitamos o fim do primeiro semestre e tiramos 5 dias de férias para fazer uma viagem de campervan pela Ilha Norte da Nova Zelândia. Passamos por Hamilton, Raglan, Kawhia, New Plymouth, Mokau e Waitomo. Leia tudo em detalhes aqui!

Setembro

Setembro passou e a maior mudança foi a compra do nosso carro, a Ravinha! Ainda não falamos detalhadamente sobre isso, mas pretendemos contar em breve como foi todo o processo pra compra do nosso carro. Ah, também compramos uma bike!

Outubro

Mudamos de casa! Saímos do nosso studio no centro para morar numa casa em North Shore junto com um casal, ela Americana e ele Kiwi as! Também mudei de emprego e acabei indo trabalhar em uma outra loja de móveis, aqui do ladinho de casa, e passei a ir trabalhar de bike. Em Outubro também realizamos um dos nossos desejos aqui e fomos assistir a um jogo dos All Blacks no estádio.

Novembro

Recebemos nossa primeira visita aqui na Nova Zelândia. Nosso amigo Boca, que atualmente mora em Noosa na Austrália, pegou a ponte aérea e veio passar uns dias aqui em Auckland. Além de alguns passeios pela cidade, o levamos para conhecer Rotorua.

Dezembro

Enfim chegamos ao final do nosso curso! Pegamos nossos diplomas e agora começamos uma nova fase. Passamos nosso primeiro Natal longe da família mas acabamos ganhando uma outra família de presente. Continuamos trabalhando, planejando novas viagens (talvez uma ainda nessa virada de ano) e nos preparando pra 2017. E que esse próximo ano seja tão bom e intenso quanto esse que passou!

Ah… Não deixem de seguir nossas redes sociais pra ficar por dentro de todas as novidades de 2017!

 

Mudamos de Casa!

Se você já nos acompanha ou leu alguns posts anteriores sabe que passamos boa parte desses últimos 6 meses morando em um studio (quarto/cozinha/banheiro) no centro da Auckland. O contrato que fechamos pelo studio era de 6 meses e já estava chegando ao fim, então era hora de decidir se ficaríamos mais 6 meses ali ou procuraríamos um novo lar. Bom, pelo título do post spoiler alert você já deve imaginar qual foi a decisão.

Sim, decidimos procurar um novo teto e vamos contar como foi o processo. Primeiramente, vamos aos principais motivos que nos fizeram decidir sair do nosso studio.

Custo de vida no centro de Auckland

Viver no centro tem suas vantagens, é perto da nossa escola, das principais estações de trem e de ônibus, restaurantes e parques. Mas tudo isso tem um preco. E no nosso caso o preço veio em forma de conta de energia e de água/gás. Além do nosso aluguel de $340 por semana (na verdade era $390 mas alugavamos nossa garagem por $50), pagávamos mensalmente em torno de $100 de energia e $80 de água/gás, sem contar os $75 de internet. Pesquisamos um pouco e concluimos que poderiamos pagar o mesmo valor de aluguel com todas essas despesas inclusas.

Estilo de vida

Somos de São Paulo e sabemos como é morar numa grande cidade. Quando escolhemos vir pra Nova Zelândia tínhamos como objetivo principal deixar pra trás a correria da cidade grande. Por mais que Auckland seja a maior cidade da Nova Zelandia, existem muitos bairros residenciais tranquilos, sem prédios, casas sem portões e bastante verde. Diferentemente do centro, que é como qualquer centro de cidade grande, com muitos prédios, muita gente, e pouca convivência com o inglês nativo. Como diria a Stella, “nada a ver”!

Custos de ter um carro

A nossa Ravinha ❤
Decidimos comprar um carro pra faciliar nossa vida por aqui. O transporte público, apesar de eficiente, ainda é bastante limitado e chegar em alguns lugares pode custar horas do seu dia se você depender apenas de trem e ônibus. Com a compra do carro perderíamos a receita do aluguel da nossa vaga, o que acrescentaria $200 mensais nas nossas depesas.

Quando iniciamos nossa procura pela nova casa, consideramos as seguintes opções: encontrar uma unit como eles chamam aqui, que nada mais é do que um puxadinho espaço auto-sustentável (com banheiro e cozinha próprios) dentro de uma outra casa, ou dividir a casa com outras pessoas, algo que é muito comum por aqui já que geralmente as casas são bem grandes e as famílias nem tanto.

Optamos por procurar uma casa para dividir, porquê depois de 6 meses morando num “quarto” queríamos mais espaço. Além disso, acreditamos que a convivência com outras pessoas podia ser bom pro nosso inglês e pra ampliar nosso “network”. Usamos basicamente o TradeMe pra procurar as casas, ja que eles tem uma sessao especialmente pra esse tipo de moradia, o Flatmates Wanted. Nosso critério de seleção foi o seguinte:

  • Preço: entre $300 e $400 com as contas inclusas.
  • Localização: próxima ao trabalho de um de nós dois.
  • Língua: inglês como língua oficial da casa, de preferência nativo.
  • Privacidade: banheiro exclusivo ou bom espaco privativo.

A primeira casa que nos interessamos, um anúncio de uma família do tipo “comercial de margarina”, nem chegamos a visitar. Chegamos tarde, logo que entrei em contato fui informado que havia uma pessoa interessada e me avisariam caso ela desistisse. Não aconteceu.

Visitamos também uma casa em Takapuna, vista pro lago, porém antiga, um pouco mal cuidada e que não atendia nossa exigência em relação a língua, já que a dona/locatária era chinesa.

Depois disso visitamos 2 casas na região de Glenfield/Hillcrest, bem próximas ao meu trabalho. Gostamos das duas, os preços eram similares e estava bem difícil de decidir. No entanto, mais uma vez chegamos tarde em uma delas e outra pessoa que já tinha visitado decidiu ficar com a suíte, o que facilitou nossa escolha pela outra casa.

Nossas visitas foram sempre bem rápidas. Rolava aquele tour básico pelas instalações, falávamos do preço e conversávamos um pouco pra mostrar o quanto somos legais e seríamos ótimos flatmates 😇. Brincadeiras a parte, sempre procurávamos conversar pra saber se rolava alguma empatia logo de cara, afinal ninguém quer viver numa casa com pessoas que não tem o mínimo em comum.

Pra fazer a mudanca usamos a Ravinha. Como deu pra ver no vídeo, usamos mesmo! Foram 3 viagens pra conseguir levar tudo do studio pra casa nova. Não parece mas em 6 meses acumulamos algumas coisas como utensílios de cozinha, uma mesa dobrável, caixas, uma bike, uma estante… fora tudo que trouxemos do Brasil.

Essa é a nossa segunda semana morando na casa nova e estamos curtindo bastante. Nosso quarto é bem privado, temos bastante espaço e os donos da casa são ótimos, um casal (kiwi/americana) bem tranquilo e sociável. Também mora na casa um outro rapaz americano, parente da dona, que tem os horários tão diferentes dos nossos que só nos encontramos 2 vezes! A vizinhança é bastante verde e continuamos tendo tudo por perto (mercados, lojas, trabalho… eu ouvi fabrica de sorvete 🍦?). Agora a Stella vai de carro pro trabalho e eu vou de bike ou a pé. Continuamos cozinhando e fazendo tudo que fazíamos no nosso antigo studio, porém numa casa muito mais equipada e com muito mais espaço. Pagamos $330 por semana com todas as despesas inclusas, o que irá nos gerar uma economia mensal de aproximadamente $300.

E viveram felizes para sempre…. (calma, ainda não)

Quer saber mais sobre moradia na NZ, clique AQUI!

Balanço Geral – 6 meses de Nova Zelândia

Dizem que o tempo passa mais rápido quando fazemos o que gostamos. Talvez seja por isso que esses últimos 6 meses passaram tão depressa. Ainda temos muito pra conhecer e viver por aqui, então as vezes rola aquela sensação de “cheguei ontem”, mas a verdade é que muita coisa já aconteceu desde que pisamos na Nova Zelândia pela primeira vez.

Continue Lendo “Balanço Geral – 6 meses de Nova Zelândia”

Enviando encomendas do Brasil para a NZ

E aí você está lá morando na Nova Zelândia há alguns meses e bate um arrependimento de não ter trazido aquela blusa (ou bolsa, sapato, remédio, maquiagem, documento, camisa do corinthians, etc). Será que dá pra mandar por correio? Sai muito caro? Vale a pena? Como faz?

Com a palavra a seguidora/incentivadora/mãe Rosana Faggion Auricchio:

” Leve sua encomenda nos Correios em uma caixa de papelão (sempre levo 2 opções pra escolher a mais leve). Deixe para fechar a caixa na hora, pois o preco muda a cada 1000g/1kg. Exemplo: se sua caixa tiver pesando 1100g você pode colocar mais coisas até 2000g que o preço será o mesmo. Recomendo enviar como “Mercadoria Econômica”, pois é mais barato e apesar de o prazo de entrega ser de 20 a 25 dias úteis, sempre chega antes (em 2 ou 3 semanas). Importante levar uma lista do que estiver enviando com os valores estimados para facilitar. O envio como “Mercadoria Econômica” custa a partir de 102 reais (até 1000g) e você pode simular o valor online AQUI!”

Fácil, né não? E se considerarmos que algumas coisas aqui na NZ são bem carinhas, pode valer a pena. Um bom sapatinho, por exemplo, provavelmente vai te custar mais que $60 dólares aqui (com aproximadamente $150 reais você compra um sapato de melhor qualidade no BR), sem contar aqueles ítens de valor sentimental ou outras coisas que você simplesmente não acha igual.

Então eu posso mandar qualquer coisa? Até aquele pote de Toddy e aquela caixa de Bis que eu tanto sinto falta? Calma aí amiguinho… Conforme o site dos Correios, a Nova Zelândia tem algumas restrições e proibições, incluindo produtos alimentícios ou qualquer substância perecível. Porém andamos recebendo algumas encomendas das nossas seguidoras mães e dizem as más línguas que o controle dos correios em relação aos ítens enviados não é tão rigoroso assim. Espero que a Polícia Federal não venha bater na minha porta!
Falando sério, a responsabilidade de checar se os ítens são permitidos é de quem está enviando, e já ouvimos casos de pessoas que foram multadas aqui na NZ por receberem produtos que constam na lista de proibições (se chegar algum boleto aqui mando entregar aí em SP, viu dona Rosana?). Ou seja, o risco é todo seu! Aproveita e dá uma olhada nas listas de proibições e restrições de envio para a NZ.

Conversando com algums coleguinhas aqui na NZ nós sabemos que a DHL e FedEx também são bastante utilizadas especialmente para envio de documentos. Os prazos para entregas são excelentes, então se você tiver urgência em receber ou enviar um documento de 3 a 5 dias úteis você consegue finalizar essa encomenda, porém você paga o preço por isso. Estamos falando de algo em torno de $300 a $500 dependendo das opções de rastreio, prazo de entrega e etc. Em ambos os sites você consegue fazer uma simulação e ter a cotação do seu envio.

A propósito, também é possível enviar encomendas da Nova Zelândia pro Brasil através do NZ Post. O cobrança do envio é por gramas e você pode simular o preço AQUI. O prazo de entrega pelo envio mais barato é de até 10 dias úteis e você encontra a lista de ítens proibidos e restritos AQUI. Lembrando que encomendas acima de 50 usd estão sujeitas a tributação no momento da retirada, então vê se manera nos Tim Tam!

Já ouvimos dizer também que muitas pessoas tiveram problemas em enviar encomendas da Nova Zelândia para o Brasil as quais sumiram ou demoraram mais de 3 meses para serem entregues. Isso ocorre principalmente pelas burocracias na liberação de mercadorias e geralmente pelos os atrasos devido as constantes greves dos correios. Nós  não podemos dar nosso parecer pois ainda não arriscamos enviar nada pra lá.

Vale ressaltar que sempre é possível achar alguém vindo ou voltando para o Brasil disposto a fazer aquele favorzinho e entregar uma pequena encomenda (bom senso nessa hora, por favor!). Pra encontrar essas boas almas você pode dar uma procurada em comunidades do Facebook como a Brasileiros em Auckland, por exemplo!

E você? Já enviou ou recebeu alguma encomenda do Brasil? Conhece alguma outra maneira? Conta pra gente, vai!

 

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Trabalhando de Labour na Nova Zelândia

Já fazia quase um mês desde que tínhamos desembarcado em Auckland e desde então nossos gastos se acumulavam ao longo dos dias. Comida, transporte, moradia… por mais que nós tivéssemos nos preparado e planejado ficar até 3 meses sem precisar trabalhar, começou a bater um desespero de ver nosso dinheiro só diminuindo.

E foi assim que começamos nossa busca por emprego aqui na NZ, cerca de 20 dias depois da nossa chegada.

No começo tudo parecia muito difícil, ainda estávamos nos adaptando ao idioma, ao clima, as aulas já haviam começado, e nenhuma das vagas que aplicamos havia dado algum retorno. Então resolvi me cadastrar em algumas agências de labour, dessas que contratam estudantes e outros viajantes temporários para serviços gerais na área da construção. Peão mesmo, saca?

A primeira a me dar um retorno foi a Onestaff, que me chamou para uma espécie de entrevista. E lá fui eu, sem a menor idéia do que eu ia fazer.
Bom, a moça que me atendeu pediu para eu preencher um formulário com meus dados, um outro assinalando minhas experiências profissionais (nulas, no que diz respeito a trabalhos braçais), mais alguns papéis atestando que eu estava fisicamente apto para o tipo de trabalho, me falou um pouco sobre o tipo de trabalho que eles poderiam me arrumar e perguntou se eu realmente tinha interesse no trabalho. Sim, eu tinha! Não via a hora de ganhar algum dinheiro, seja lá qual fosse o trabalho!

Então ela pediu que eu entrasse em um banheiro e urinasse dentro de um potinho. Isso mesmo, caí no antidoping sem nem entrar em campo! Mas como sou caretão, tava tudo limpo.
Depois, me deixaram numa sala junto com outro cara assistindo um vídeo sobre segurança no trabalho, com as encenações mais bizarras e mórbidas, e ainda nos fizeram responder um teste para avaliar nosso entendimento sobre o assunto. Pra fechar, como eu não tinha nenhum equipamento para trabalhar, ganhei um kit com botas, colete laranja, capacete, óculos, luvas e protetor de ouvidos.
Ah, também assinei um termo me comprometendo a devolver o kit caso eu me desligasse da empresa, caso contrário seria descontado dos meus rendimentos.

Voltei pra casa sem ter certeza de quando eu começaria a trabalhar e nem de qual seria o trabalho, até que logo nos dias seguintes recebo uma ligação da mesma moça me chamando para um trabalho.

Minha função seria cimentar uma estrutura dentro de uma empresa de tratamento de lixo…… Bora!
Compareci no horário combinado pra pegar carona com 2 iranianos até o local do trabalho. Passei quase 10 horas trabalhando, espalhando cimento em uma ladeira por cima de uma tubulação, debaixo de sol. Entre um caminhão de cimento e outro, contava meus planos a um funcionário da empresa que estava nos ajudando no dia, e ouvia algumas palavras de incentivo.

No fim, já cansado, os iranianos acabaram me deixando no ponto de ônibus errado e ainda tive que andar mais 30 minutos até o ponto certo. Era um trabalho de um dia só, agora teria que esperar a agência me ligar de novo.
Cheguei em casa esgotado, confesso que fiquei me perguntando se valia a pena passar por isso. A resposta veio logo que recebi meu pagamento, algo em torno de $160 pelo dia. Não via a hora de ir de novo!

A Onestaff nunca mais me chamou pra nenhum trabalho, mas em compensação, logo na semana seguinte recebi uma ligação da AWF, a maior agência de recrutamento nessa área.
Compareci ao escritório e passei pelo mesmo processo de contratação. Dessa vez me garantiram trabalho toda segunda e terça, os únicos dias que eu tinha disponibilidade.
Era só esperar a van ali no centro, ir até a agência e eles me levariam até o local de trabalho. Aliás, eles me pareceram muito mais organizados e com muito mais trabalho pra oferecer.

E essa foi minha rotina por algumas semanas. Trabalhei carregando entulho, serrando tábua, desmontando andaime, descarregando caminhão, reformando jardim, cortando mato na beira da estrada, usei britadeira (!), misturei cimento… embaixo de chuva ou de sol, e qualquer outra coisa que me pedissem pra fazer na obra, quase sempre ganhando o salário mínimo ($15.25 /hora).
Fiz isso por pouco mais de um mês, até ser chamado pra trabalhar em uma loja de móveis como vendedor.

Durante esse tempo conheci gente do mundo todo, uns juntando uma grana pra poder continuar viajando, outros se virando pra ajudar a família. Me divertia na volta pra casa ouvindo as histórias e falando besteira. Pode parecer cliché, mas também foi legal me despir desse preconceito que eu achava que não tinha, mas que no fundo sempre achava que as pessoas estavam me julgando por estar voltando todo sujo de um dia de trabalho. Vale lembrar que sempre fui tratado com enorme respeito por aqui.

Voltava pra casa sempre bastante cansado, mas com uma sensação bacana de que havia feito algo importante. Eu que estava acostumado a ver o resultado do meu trabalho somente em números, dessa vez podia ver o resultado ali com meus próprios olhos.

Não posso dizer que esse é o tipo de trabalho que eu quero pra minha vida, mas afirmo com toda certeza que se um dia eu precisar estarei lá com meu “kit peão” na mochila, pronto pra outra.

ps: até hoje, a Onestaff nunca me cobrou pelo kit, mas também nunca mais me chamou pra trabalhar… acho que esqueceram de mim.

 

Supermercado na NZ: Custo x Salário Mínimo

E aí mundo… Nosso post sobre o custo de vida gerou bastante repercussão pra nós, então decidimos ir um pouco mais fundo no assunto. Então que tal comparar uma compra num supermercado em Auckland com um de São Paulo?

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Quanto custa viver em Auckland?

Acabamos de completar 3 meses morando nessa beleza de país que é a Nova Zelândia, especificamente em Auckland, e acho que chegou a hora de falar de um dos maiores defeitos da cidade: O CUSTO DE VIDA! 😩💸

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11 curiosidades sobre dirigir na Nova Zelândia

Sempre me perguntei como seria dirigir na mão inglesa. Sempre tive a leve sensação de que eu não conseguiria, aquele medo de entrar na contra-mão, saca? Mas pra tudo existe uma primeira vez, e enfim tive minha primeira experiência na mão inglesa, aqui na Nova Zelândia.

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