Retrospectiva 2016

E aí mundo! Faz tempo que o casal aqui não dá notícias pelo blog, né não? Pois é, esse final de ano foi bastante corrido pra nós enquanto tentávamos nos dividir entre emprego e os muitos trabalhos e provas da escola. Mas a boa notícia é que o curso acabou, conseguimos nossos diplomas e acabamos de aplicar pro visto de trabalho . E antes de virar a página do calendário decidimos fazer um último post!

E tem jeito melhor de terminar o ano do que com uma retrospectiva de todas as novas experiências que esse ano de 2016 nos proporcionou? Então vamos aos fatos…

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Janeiro

Começamos o ano com tudo programado pra nossa mudança. O visto da Stella já havia saído no fim de Dezembro enquanto eu ainda esperava o meu. Apesar de estarmos bem adiantados em relação aos prazos, rolava uma ansiedade pois tínhamos aplicados na mesma data. No fim, tudo certo… Recebi meu visto e seguimos o planejamento.

Fevereiro

Com praticamente tudo certo para a mudança, faltava nos despedirmos dos nossos antigos empregos. Já tínhamos avisado que nos mudaríamos, então tudo não passou de uma formalidade. Mas pra quem desde o primeiro estágio nunca havia experimentado a sensação de ficar desempregado cortar esse vínculo foi um marco pra esse novo mundo que estávamos construindo. Também aproveitamos a folga do Carnaval para visitar alguns amigos em Florianópolis e Itajaí e nos despedir desse lugar que amamos tanto!

Março

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Enfim, casados!

Depois de mais de 15 anos juntos (isso mesmo!) e mais de 1 ano morando juntos finalmente chegou o dia de dizer sim, assinar os papéis e finalmente sermos declarados marido e mulher. Comemoramos com uma pequena festa, um misto de casamento e despedida, um dia que vamos lembrar sempre com muito carinho!

E 20 dias depois estaríamos entrando no avião rumo a maior mudança de nossas vidas. Veja aqui como foi nossa viagem de ida pra Nova Zelândia.

Abril

Tivemos poucos dias pra explorar a cidade de Auckland antes do nosso curso começar. Até porque nosso primeiro desafio por aqui foi encontrar um lugar pra morar. Depois de algumas visitas desanimadoras, finalmente encontramos nosso primeiro lar na Nova Zelândia, um studio no centro da cidade, onde passaríamos os próximos 6 meses. Foi também em Abril que eu consegui o meu primeiro emprego e comecei a trabalhar casualmente como labour.

Maio

Continuávamos procurando emprego, e lá pelo meio do mês consegui o meu segundo emprego por aqui e comecei a trabalhar como vendedor em uma loja de móveis. Alguns dias depois a Stella também conseguiu um emprego num café. Veja aqui como foi nossa busca por emprego e algumas dicas de como conseguir.

Junho

Depois de 2 meses ralando e tentando se encaixar na nova rotina, conseguimos fazer nossa primeira viagem pelo país. É verdade que foi uma curtinha, de apenas 2 dias, mas era o que dava pra fazer com os nossos compromissos. Conhecemos Rotorua e Taupo e registramos tudo!

Julho

O nosso primeiro inverno! O primeiro semestre do curso chegava na reta final e com ele muitos trabalhos pra entregar e provas. Porém mais uma vez conseguimos uma brecha na nossa agenda pra conhecer a estação de ski do Mount Ruapehu e tentar praticar snowboard pela primeira vez.

Agosto

Enfim, férias! Aproveitamos o fim do primeiro semestre e tiramos 5 dias de férias para fazer uma viagem de campervan pela Ilha Norte da Nova Zelândia. Passamos por Hamilton, Raglan, Kawhia, New Plymouth, Mokau e Waitomo. Leia tudo em detalhes aqui!

Setembro

Setembro passou e a maior mudança foi a compra do nosso carro, a Ravinha! Ainda não falamos detalhadamente sobre isso, mas pretendemos contar em breve como foi todo o processo pra compra do nosso carro. Ah, também compramos uma bike!

Outubro

Mudamos de casa! Saímos do nosso studio no centro para morar numa casa em North Shore junto com um casal, ela Americana e ele Kiwi as! Também mudei de emprego e acabei indo trabalhar em uma outra loja de móveis, aqui do ladinho de casa, e passei a ir trabalhar de bike. Em Outubro também realizamos um dos nossos desejos aqui e fomos assistir a um jogo dos All Blacks no estádio.

Novembro

Recebemos nossa primeira visita aqui na Nova Zelândia. Nosso amigo Boca, que atualmente mora em Noosa na Austrália, pegou a ponte aérea e veio passar uns dias aqui em Auckland. Além de alguns passeios pela cidade, o levamos para conhecer Rotorua.

Dezembro

Enfim chegamos ao final do nosso curso! Pegamos nossos diplomas e agora começamos uma nova fase. Passamos nosso primeiro Natal longe da família mas acabamos ganhando uma outra família de presente. Continuamos trabalhando, planejando novas viagens (talvez uma ainda nessa virada de ano) e nos preparando pra 2017. E que esse próximo ano seja tão bom e intenso quanto esse que passou!

Ah… Não deixem de seguir nossas redes sociais pra ficar por dentro de todas as novidades de 2017!

 

All Blacks x Australia

Desde o dia em que pensamos em nos mudar pra Nova Zelândia tínhamos esse desejo: Assistir um jogo do All Blacks no estádio.

 

O dia era 22 de Outubro de 2016. O local, Eden Park Stadium em Auckland. O jogo, All Blacks x Australia, a maior rivalidade do Rugby mundial. O ambiente do estádio era bastante familiar, apesar da rivalidade entre as duas equipes. O resultado, 37 x 10 pra “nós”, o que assegurou um recorde de 18 vitórias consecutivas, a maior sequência da história do rugby mundial (nem dá pra tirar onda de pé quente)!

Apesar de ainda não conhecermos todas as regras do jogo, deu pra curtir e se envolver com a partida. Além disso, assistir ao vivo uma das equipes esportivas mais dominantes de todos os tempos não tem preço!
Se você tiver essa oportunidade, não perca!
O rugby faz parte da cultura kiwi tanto quanto o futebol faz parte da nossa. Mas fique ligado na venda dos ingressos pois eles se esgotam muuito rapidamente.

No mais, assista o vídeo e veja nossas reações e um pouco da atmosfera do estádio.

Até a próxima!

Mudamos de Casa!

Se você já nos acompanha ou leu alguns posts anteriores sabe que passamos boa parte desses últimos 6 meses morando em um studio (quarto/cozinha/banheiro) no centro da Auckland. O contrato que fechamos pelo studio era de 6 meses e já estava chegando ao fim, então era hora de decidir se ficaríamos mais 6 meses ali ou procuraríamos um novo lar. Bom, pelo título do post spoiler alert você já deve imaginar qual foi a decisão.

Sim, decidimos procurar um novo teto e vamos contar como foi o processo. Primeiramente, vamos aos principais motivos que nos fizeram decidir sair do nosso studio.

Custo de vida no centro de Auckland

Viver no centro tem suas vantagens, é perto da nossa escola, das principais estações de trem e de ônibus, restaurantes e parques. Mas tudo isso tem um preco. E no nosso caso o preço veio em forma de conta de energia e de água/gás. Além do nosso aluguel de $340 por semana (na verdade era $390 mas alugavamos nossa garagem por $50), pagávamos mensalmente em torno de $100 de energia e $80 de água/gás, sem contar os $75 de internet. Pesquisamos um pouco e concluimos que poderiamos pagar o mesmo valor de aluguel com todas essas despesas inclusas.

Estilo de vida

Somos de São Paulo e sabemos como é morar numa grande cidade. Quando escolhemos vir pra Nova Zelândia tínhamos como objetivo principal deixar pra trás a correria da cidade grande. Por mais que Auckland seja a maior cidade da Nova Zelandia, existem muitos bairros residenciais tranquilos, sem prédios, casas sem portões e bastante verde. Diferentemente do centro, que é como qualquer centro de cidade grande, com muitos prédios, muita gente, e pouca convivência com o inglês nativo. Como diria a Stella, “nada a ver”!

Custos de ter um carro

A nossa Ravinha ❤
Decidimos comprar um carro pra faciliar nossa vida por aqui. O transporte público, apesar de eficiente, ainda é bastante limitado e chegar em alguns lugares pode custar horas do seu dia se você depender apenas de trem e ônibus. Com a compra do carro perderíamos a receita do aluguel da nossa vaga, o que acrescentaria $200 mensais nas nossas depesas.

Quando iniciamos nossa procura pela nova casa, consideramos as seguintes opções: encontrar uma unit como eles chamam aqui, que nada mais é do que um puxadinho espaço auto-sustentável (com banheiro e cozinha próprios) dentro de uma outra casa, ou dividir a casa com outras pessoas, algo que é muito comum por aqui já que geralmente as casas são bem grandes e as famílias nem tanto.

Optamos por procurar uma casa para dividir, porquê depois de 6 meses morando num “quarto” queríamos mais espaço. Além disso, acreditamos que a convivência com outras pessoas podia ser bom pro nosso inglês e pra ampliar nosso “network”. Usamos basicamente o TradeMe pra procurar as casas, ja que eles tem uma sessao especialmente pra esse tipo de moradia, o Flatmates Wanted. Nosso critério de seleção foi o seguinte:

  • Preço: entre $300 e $400 com as contas inclusas.
  • Localização: próxima ao trabalho de um de nós dois.
  • Língua: inglês como língua oficial da casa, de preferência nativo.
  • Privacidade: banheiro exclusivo ou bom espaco privativo.

A primeira casa que nos interessamos, um anúncio de uma família do tipo “comercial de margarina”, nem chegamos a visitar. Chegamos tarde, logo que entrei em contato fui informado que havia uma pessoa interessada e me avisariam caso ela desistisse. Não aconteceu.

Visitamos também uma casa em Takapuna, vista pro lago, porém antiga, um pouco mal cuidada e que não atendia nossa exigência em relação a língua, já que a dona/locatária era chinesa.

Depois disso visitamos 2 casas na região de Glenfield/Hillcrest, bem próximas ao meu trabalho. Gostamos das duas, os preços eram similares e estava bem difícil de decidir. No entanto, mais uma vez chegamos tarde em uma delas e outra pessoa que já tinha visitado decidiu ficar com a suíte, o que facilitou nossa escolha pela outra casa.

Nossas visitas foram sempre bem rápidas. Rolava aquele tour básico pelas instalações, falávamos do preço e conversávamos um pouco pra mostrar o quanto somos legais e seríamos ótimos flatmates 😇. Brincadeiras a parte, sempre procurávamos conversar pra saber se rolava alguma empatia logo de cara, afinal ninguém quer viver numa casa com pessoas que não tem o mínimo em comum.

Pra fazer a mudanca usamos a Ravinha. Como deu pra ver no vídeo, usamos mesmo! Foram 3 viagens pra conseguir levar tudo do studio pra casa nova. Não parece mas em 6 meses acumulamos algumas coisas como utensílios de cozinha, uma mesa dobrável, caixas, uma bike, uma estante… fora tudo que trouxemos do Brasil.

Essa é a nossa segunda semana morando na casa nova e estamos curtindo bastante. Nosso quarto é bem privado, temos bastante espaço e os donos da casa são ótimos, um casal (kiwi/americana) bem tranquilo e sociável. Também mora na casa um outro rapaz americano, parente da dona, que tem os horários tão diferentes dos nossos que só nos encontramos 2 vezes! A vizinhança é bastante verde e continuamos tendo tudo por perto (mercados, lojas, trabalho… eu ouvi fabrica de sorvete 🍦?). Agora a Stella vai de carro pro trabalho e eu vou de bike ou a pé. Continuamos cozinhando e fazendo tudo que fazíamos no nosso antigo studio, porém numa casa muito mais equipada e com muito mais espaço. Pagamos $330 por semana com todas as despesas inclusas, o que irá nos gerar uma economia mensal de aproximadamente $300.

E viveram felizes para sempre…. (calma, ainda não)

Quer saber mais sobre moradia na NZ, clique AQUI!

Balanço Geral – 6 meses de Nova Zelândia

Dizem que o tempo passa mais rápido quando fazemos o que gostamos. Talvez seja por isso que esses últimos 6 meses passaram tão depressa. Ainda temos muito pra conhecer e viver por aqui, então as vezes rola aquela sensação de “cheguei ontem”, mas a verdade é que muita coisa já aconteceu desde que pisamos na Nova Zelândia pela primeira vez.

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Road Trip de Auckland a New Plymouth: 5 dias de campervan

Ah férias… Pela primeira vez desde que chegamos na NZ conseguimos 5 dias seguidos de folga do trabalho e da escola! E é claro que aproveitamos pra explorar mais um pouco desse país maravilhoso!

Dessa vez nosso destino foi New Plymouth, por motivos de queremos morar lá no futuro! E também decidimos experimentar uma das formas mais populares de viajar por aqui: o camping. Alugamos nossa campervan na Spaceship Rentals e pagamos menos do que um aluguel de carro convencional, e com tudo incluso: fogão portátil, cilindros de gás, geladeira, aquecedor, todos os utensílios de cozinha e roupa de cama.

De Auckland a New Plymouth são 360 km de estrada pela rota mais curta, mas escolhemos passar por algumas outras cidades que queríamos conhecer antes de chegar no nosso destino final. Dá uma olhada nossa rota:

Hamilton

Nossa primeira parada foi em Hamilton, onde visitamos rapidamente o Waikato Museum (grátis 😀) e almoçamos ali no centro da cidade. Mas o principal motivo de termos parado em Hamilton foi a visita ao Hamilton Gardens, um parque público as margens do Waikato River (grátis também😀). A principal atração do parque são os jardins temáticos, além de um lindo lago cercado por gramados verdes e bem cuidados. Recomendamos a visita, mas espera a primavera chegar de vez porque no inverno faltam flores e cores.

Raglan

Ainda de tarde partimos em direção a Mecca do Surf aqui na NZ. Raglan é bastante famosa entre os surfistas do mundo todo por possuir “the longest, most accessible and consistent left-hand break in the world”, ou a mais longa, acessível e consistente onda de esquerda do mundo, localizada em Manu Bay, que inclusive já apareceu em alguns filmes do gênero. Passamos frio nossa primeira noite no Solscape, um camping que respira sustentabilidade, oferece aulas de ioga, surf, massagem, e uma vista incrível.

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Vista do Camping

Assim que acordamos fomos até Manu Bay e pudemos assistir a um campeonato de surf entre escolas da região que estava rolando naquela manhã de terça (isso mesmo, você leu certo). A vibe da cidade é muito boa e queremos voltar no verão pra cair na água e quem sabe tomar uns caldos!

Antes de seguir viagem ainda paramos para conhecer a Bridal Veil Falls, uma cachoeira localizada a 30 min de Raglan. Uma curta trilha pela floresta leva até o topo da cachoeira, e uma longa sequência de degraus te leva ate a base dos 55m de queda. Vale o sacrifício da subida na volta!

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Bridal Veil Falls

New Plymouth

Nossa idéia era chegar em New Plymouth no fim da tarde então caimos na estrada. A próxima parada seria na pequena cidade de Kawhia, localizada a 30km da cachoeira. O que não sabíamos é que esses 30 km seriam quase todos percorridos em estrada de chão. Não chega a ser uma estrada terrível, mas deixa os 30km bem mais longos! Chegando em Kawhia estacionamos a campervan de frente pro mar e usamos nosso fogão pela primeira vez.

Conforme planejado chegamos em New Plymouth no finzinho da tarde (perdemos o pôr do sol por pouco). Nossa segunda noite foi no Belt Road Seaside Holiday Park, outro camping fantástico, estrutura de primeira e vista pro mar.

No dia seguinte acordamos dispostos a caminhar pela Costal Walkway, um calçadão que percorre toda a costa da cidade, até a Te Rewa Rewa Bridge, um dos pontos turísticos da cidade. Foram 6km de caminhada até a ponte, sempre beirando o mar e com lindas paisagens, mas preferíamos ter feito de bike, skate, patinete, velotrol, qualquer coisa… pois acabou sendo um pouco cansativo e demorado (principalmente a volta 😓).

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Costal Walkway
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Te Rewa Rewa Bridge (com o Mount Taranaki ao fundo)

No fim da tarde pegamos o carro e dirigimos por 50km até o Cape Egmont Lighthouse, um farol construído em Londres em 1864 e trazido e montado na NZ no ano seguinte. Estacionamos nossa campervan e assistimos ao pôr do sol mais lindo de todos. De um lado o sol caindo lentamente  sobre mar, e do outro o farol e o imponente Mount Taranaki , que parecia mudar de cor conforme o céu ficava mais rosa.

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De um lado o pôr do sol
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Do outro o Mount Taranaki e o Lighthouse

New Plymouth é pequena, as pessoas são muito amigáveis e te cumprimentam pela rua, mas apesar do tamanho, a cidade é vibrante, com galerias de arte modernas, restaurantes, parques, um clima bem diferente de Auckland por exemplo. Sim, continuamos com planos de morar lá no futuro.

Mount Taranaki

Depois de passar mais uma noite em New Plymouth, partimos para o Mount Taranaki, ou Mount Egmont como também é conhecido.  A montanha, que é incrivelmente simétrica, fica dentro do Egmont National Park e a 30km de New Plymouth.

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Simetria, gostamos.

Alguns minutos de estrada morro acima e a neve já começava a aparecer. Chegando no Visitor Centre você encontra um estacionamento e uma boa estrutura com banheiros, um café e até um pequeno museu sobre a montanha, além é claro de informações sobre as trilhas e passeios. Existem opções pra todos os gostos, desde pequenas caminhadas de 15 minutos até trilhas de 2 dias em volta da montanha, ou quem sabe uma escalada de 6 horas até o topo.

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Começo da trilha

Ainda estávamos cansados da andança do dia anterior então decidimos pegar o caminho curto de 15 minutos só pra tirar umas fotos e aproveitar um pouco do visual. Pegamos o caminho errado e andamos cerca de 45 minutos por dentro de uma floresta com muita neve, o que no fim das contas acabou valendo a pena.

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No meio da floresta

Também existe uma estação de esqui no Mount Taranaki, localizada na face leste da montanha, mas não foi dessa vez que fomos conhecer.

Mokau

Saímos da montanha no início da tarde e dirigimos até Mokau, uma cidadezinha bem pequena, daquelas que só tem uma igreja, um museu e um açougue, literalmente um do lado do outro. Era apenas uma parada estratégica para passar a noite antes de voltarmos pra Auckland, mas deu pra aproveitar o fim da tarde e explorar um pouco da região.

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Mokau

Passamos a noite no Whitebait Inn, que além de camping também funciona como um restaurante com lanches deliciosos 😋.

Waitomo

Logo que começamos a planejar essa viagem compramos tickets no BookMe para conhecer as Waitomo Caves, famosas pela presença das Glow Worms, uma larvinha que brilha no escuro (acho que é o jeito mais simples de explicar). Nosso passeio era o mais simples (e barato 😁) dentre as muitas opções disponíveis e estava marcado para as 10am. O lado bom é que dá pra voltar várias vezes pra fazer rafting, rapel, e todos os outros passeios nas cavernas.

Sobre o nosso passeio, caminhamos por dentro de uma das inúmeras cavernas da região e pudemos ver as famosas Glow Worms brilhando. Quanto mais escuro mais pontinhos brilhantes apareciam. Em alguns momentos a sensação é de estar olhando para um céu estrelado. Uma pena que nossas câmeras não são capazes de registrar a experiência.

Na saída da caverna ainda paramos em uma cabana para tomar um chá feito de uma erva típica da NZ. O passeio durou aproximadamente 1 hora.

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Waitomo Caves (não sabemos tirar foto no escuro)

Hora de pegar o caminho de volta! Mas antes algumas considerações sobre nossa viagem:

  • Viajar de campervan foi uma experiência muito legal, todos os campings que ficamos possuem uma estrutura excelente de banheiro e cozinha e são seguros. É uma forma muito comum e barata de viajar por aqui!
  • Não se engane pelo sol e céu azul das fotos. Na época que viajamos (começo de Agosto) estava bastante frio e de noite a temperatura chegava a 2 graus, por isso sempre optamos por campings com pontos de energia, assim dormíamos com o aquecedor ligado!
  • Depois de 6 meses morando no centro de Auckland, encontramos nas cidades menores o verdadeiro estilo de vida Kiwi. Foi bom pra relembrar o porque decidimos sair de SP e nos mudar pra NZ!

Custos

Como sempre, vamos detalhar aqui o quanto gastamos nessa trip:

  • Campervan: $ 132.00 (aluguel 5 dias + lavagem simples antes de entregar)
  • Camping Solscape: $ 40.00 (1 noite p/ 2 pessoas)
  • Camping Belt Road: $ 85.80 (2 noites p/ 2 pessoas)
  • Camping Whitebait: $ 30.00 (1 noite p/ 2 pessoas)
  • Alimentação: $ 84.30 (incluindo mercado + o que gastamos comendo fora)
  • Combustível: $ 177.16
  • Waitomo Caves Ticket: $ 59.00 (2 entradas)
  • TOTAL: $ 608.26

Curtiu? Então assista os VÍDEOS DA NOSSA VIAGEM aqui!

E aí, tá esperando o que pra cair na estrada?!

✌🏼

 

 

 

 

 

 

 

Trabalhando de Labour na Nova Zelândia

Já fazia quase um mês desde que tínhamos desembarcado em Auckland e desde então nossos gastos se acumulavam ao longo dos dias. Comida, transporte, moradia… por mais que nós tivéssemos nos preparado e planejado ficar até 3 meses sem precisar trabalhar, começou a bater um desespero de ver nosso dinheiro só diminuindo.

E foi assim que começamos nossa busca por emprego aqui na NZ, cerca de 20 dias depois da nossa chegada.

No começo tudo parecia muito difícil, ainda estávamos nos adaptando ao idioma, ao clima, as aulas já haviam começado, e nenhuma das vagas que aplicamos havia dado algum retorno. Então resolvi me cadastrar em algumas agências de labour, dessas que contratam estudantes e outros viajantes temporários para serviços gerais na área da construção. Peão mesmo, saca?

A primeira a me dar um retorno foi a Onestaff, que me chamou para uma espécie de entrevista. E lá fui eu, sem a menor idéia do que eu ia fazer.
Bom, a moça que me atendeu pediu para eu preencher um formulário com meus dados, um outro assinalando minhas experiências profissionais (nulas, no que diz respeito a trabalhos braçais), mais alguns papéis atestando que eu estava fisicamente apto para o tipo de trabalho, me falou um pouco sobre o tipo de trabalho que eles poderiam me arrumar e perguntou se eu realmente tinha interesse no trabalho. Sim, eu tinha! Não via a hora de ganhar algum dinheiro, seja lá qual fosse o trabalho!

Então ela pediu que eu entrasse em um banheiro e urinasse dentro de um potinho. Isso mesmo, caí no antidoping sem nem entrar em campo! Mas como sou caretão, tava tudo limpo.
Depois, me deixaram numa sala junto com outro cara assistindo um vídeo sobre segurança no trabalho, com as encenações mais bizarras e mórbidas, e ainda nos fizeram responder um teste para avaliar nosso entendimento sobre o assunto. Pra fechar, como eu não tinha nenhum equipamento para trabalhar, ganhei um kit com botas, colete laranja, capacete, óculos, luvas e protetor de ouvidos.
Ah, também assinei um termo me comprometendo a devolver o kit caso eu me desligasse da empresa, caso contrário seria descontado dos meus rendimentos.

Voltei pra casa sem ter certeza de quando eu começaria a trabalhar e nem de qual seria o trabalho, até que logo nos dias seguintes recebo uma ligação da mesma moça me chamando para um trabalho.

Minha função seria cimentar uma estrutura dentro de uma empresa de tratamento de lixo…… Bora!
Compareci no horário combinado pra pegar carona com 2 iranianos até o local do trabalho. Passei quase 10 horas trabalhando, espalhando cimento em uma ladeira por cima de uma tubulação, debaixo de sol. Entre um caminhão de cimento e outro, contava meus planos a um funcionário da empresa que estava nos ajudando no dia, e ouvia algumas palavras de incentivo.

No fim, já cansado, os iranianos acabaram me deixando no ponto de ônibus errado e ainda tive que andar mais 30 minutos até o ponto certo. Era um trabalho de um dia só, agora teria que esperar a agência me ligar de novo.
Cheguei em casa esgotado, confesso que fiquei me perguntando se valia a pena passar por isso. A resposta veio logo que recebi meu pagamento, algo em torno de $160 pelo dia. Não via a hora de ir de novo!

A Onestaff nunca mais me chamou pra nenhum trabalho, mas em compensação, logo na semana seguinte recebi uma ligação da AWF, a maior agência de recrutamento nessa área.
Compareci ao escritório e passei pelo mesmo processo de contratação. Dessa vez me garantiram trabalho toda segunda e terça, os únicos dias que eu tinha disponibilidade.
Era só esperar a van ali no centro, ir até a agência e eles me levariam até o local de trabalho. Aliás, eles me pareceram muito mais organizados e com muito mais trabalho pra oferecer.

E essa foi minha rotina por algumas semanas. Trabalhei carregando entulho, serrando tábua, desmontando andaime, descarregando caminhão, reformando jardim, cortando mato na beira da estrada, usei britadeira (!), misturei cimento… embaixo de chuva ou de sol, e qualquer outra coisa que me pedissem pra fazer na obra, quase sempre ganhando o salário mínimo ($15.25 /hora).
Fiz isso por pouco mais de um mês, até ser chamado pra trabalhar em uma loja de móveis como vendedor.

Durante esse tempo conheci gente do mundo todo, uns juntando uma grana pra poder continuar viajando, outros se virando pra ajudar a família. Me divertia na volta pra casa ouvindo as histórias e falando besteira. Pode parecer cliché, mas também foi legal me despir desse preconceito que eu achava que não tinha, mas que no fundo sempre achava que as pessoas estavam me julgando por estar voltando todo sujo de um dia de trabalho. Vale lembrar que sempre fui tratado com enorme respeito por aqui.

Voltava pra casa sempre bastante cansado, mas com uma sensação bacana de que havia feito algo importante. Eu que estava acostumado a ver o resultado do meu trabalho somente em números, dessa vez podia ver o resultado ali com meus próprios olhos.

Não posso dizer que esse é o tipo de trabalho que eu quero pra minha vida, mas afirmo com toda certeza que se um dia eu precisar estarei lá com meu “kit peão” na mochila, pronto pra outra.

ps: até hoje, a Onestaff nunca me cobrou pelo kit, mas também nunca mais me chamou pra trabalhar… acho que esqueceram de mim.

 

Snowboarding na Ilha Norte – Mount Ruapehu

Ao contrário do que muita gente pensa, na Ilha Norte da Nova Zelândia também é possível praticar ski ou snowboard!

O Mount Ruapehu está localizado dentro do Tongariro National Park e possui duas estações de ski: Whakapapa e Turoa. Estivemos na Whakapapa Ski Area em um dia de pouca neve, por isso apenas a área destinada a iniciantes estava aberta, o que foi suficiente para nos deixar cheios de roxos divertir.

A estação de Whakapapa está a cerca de 340 km (4h30m de carro) de Auckland, mas mesmo assim optamos por fazer um bate-volta bastante cansativo. A não ser que você tenha alguém bastante disposto a dirigir (valeu Sodhi😁), recomendamos que você passe pelo menos uma noite por lá.

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Whakapapa Ski Area

Quanto custa?

Acessar a área de ski para iniciantes é grátis, porém se você quiser usar o lift (teleférico) para voltar pro topo da pista você precisa adquirir o lift pass, cujo preço varia de acordo com a quantidade de dias e tipo de acesso. Como chegamos na estação depois do meio dia, decidimos não pagar pelo lift pass, então subíamos a pista caminhando mesmo. Veja aqui a tabela completa dos passes.

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Tentando chegar ao topo da pista de novo

Na própria estação é possível alugar os equipamentos e roupas necessárias, porém fica aqui a dica do NMN: alugamos nossas coisas na Ski Biz, uma loja no caminho para a montanha e pagamos mais barato do que na estação. O preço do aluguel da prancha + bota + calça (já tínhamos jaquetas impermeáveis) para “meio dia” foi $42.00, mas você pode checar a tabela de preços completa no site deles. Não se esqueça das luvas para neve, extremamente necessárias!

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Ski Biz Rentals

Nossa visita foi decidida de última hora, totalmente no improviso, mas se você tiver tempo para planejar, acesse o site do Mount Ruapehu e encontre todas as informações que você precisa, como clima, preços e diferentes opções de passes. Só não deixe de ir, pois o lugar é incrível!

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Prontos pra ir embora… voltaremos!

Curiosidade é a coisa mais poderosa que você possui.

Há 4 anos atrás, o diretor de cinema canadense James Cameron (Avatar, Titanic, Terminator) e sua esposa Suzy escolheram a Nova Zelândia como segundo lar.

Inspirados pela exuberância natural do país, eles se uniram ao departamento de Turismo da Nova Zelândia e criaram uma série de vídeos para provocar a curiosidade do espectador e divulgar o turismo por aqui.

Os vídeos são incríveis! Veja mais aqui no 100% Pure New Zealand.