Enviando encomendas do Brasil para a NZ

E aí você está lá morando na Nova Zelândia há alguns meses e bate um arrependimento de não ter trazido aquela blusa (ou bolsa, sapato, remédio, maquiagem, documento, camisa do corinthians, etc). Será que dá pra mandar por correio? Sai muito caro? Vale a pena? Como faz?

Com a palavra a seguidora/incentivadora/mãe Rosana Faggion Auricchio:

” Leve sua encomenda nos Correios em uma caixa de papelão (sempre levo 2 opções pra escolher a mais leve). Deixe para fechar a caixa na hora, pois o preco muda a cada 1000g/1kg. Exemplo: se sua caixa tiver pesando 1100g você pode colocar mais coisas até 2000g que o preço será o mesmo. Recomendo enviar como “Mercadoria Econômica”, pois é mais barato e apesar de o prazo de entrega ser de 20 a 25 dias úteis, sempre chega antes (em 2 ou 3 semanas). Importante levar uma lista do que estiver enviando com os valores estimados para facilitar. O envio como “Mercadoria Econômica” custa a partir de 102 reais (até 1000g) e você pode simular o valor online AQUI!”

Fácil, né não? E se considerarmos que algumas coisas aqui na NZ são bem carinhas, pode valer a pena. Um bom sapatinho, por exemplo, provavelmente vai te custar mais que $60 dólares aqui (com aproximadamente $150 reais você compra um sapato de melhor qualidade no BR), sem contar aqueles ítens de valor sentimental ou outras coisas que você simplesmente não acha igual.

Então eu posso mandar qualquer coisa? Até aquele pote de Toddy e aquela caixa de Bis que eu tanto sinto falta? Calma aí amiguinho… Conforme o site dos Correios, a Nova Zelândia tem algumas restrições e proibições, incluindo produtos alimentícios ou qualquer substância perecível. Porém andamos recebendo algumas encomendas das nossas seguidoras mães e dizem as más línguas que o controle dos correios em relação aos ítens enviados não é tão rigoroso assim. Espero que a Polícia Federal não venha bater na minha porta!
Falando sério, a responsabilidade de checar se os ítens são permitidos é de quem está enviando, e já ouvimos casos de pessoas que foram multadas aqui na NZ por receberem produtos que constam na lista de proibições (se chegar algum boleto aqui mando entregar aí em SP, viu dona Rosana?). Ou seja, o risco é todo seu! Aproveita e dá uma olhada nas listas de proibições e restrições de envio para a NZ.

Conversando com algums coleguinhas aqui na NZ nós sabemos que a DHL e FedEx também são bastante utilizadas especialmente para envio de documentos. Os prazos para entregas são excelentes, então se você tiver urgência em receber ou enviar um documento de 3 a 5 dias úteis você consegue finalizar essa encomenda, porém você paga o preço por isso. Estamos falando de algo em torno de $300 a $500 dependendo das opções de rastreio, prazo de entrega e etc. Em ambos os sites você consegue fazer uma simulação e ter a cotação do seu envio.

A propósito, também é possível enviar encomendas da Nova Zelândia pro Brasil através do NZ Post. O cobrança do envio é por gramas e você pode simular o preço AQUI. O prazo de entrega pelo envio mais barato é de até 10 dias úteis e você encontra a lista de ítens proibidos e restritos AQUI. Lembrando que encomendas acima de 50 usd estão sujeitas a tributação no momento da retirada, então vê se manera nos Tim Tam!

Já ouvimos dizer também que muitas pessoas tiveram problemas em enviar encomendas da Nova Zelândia para o Brasil as quais sumiram ou demoraram mais de 3 meses para serem entregues. Isso ocorre principalmente pelas burocracias na liberação de mercadorias e geralmente pelos os atrasos devido as constantes greves dos correios. Nós  não podemos dar nosso parecer pois ainda não arriscamos enviar nada pra lá.

Vale ressaltar que sempre é possível achar alguém vindo ou voltando para o Brasil disposto a fazer aquele favorzinho e entregar uma pequena encomenda (bom senso nessa hora, por favor!). Pra encontrar essas boas almas você pode dar uma procurada em comunidades do Facebook como a Brasileiros em Auckland, por exemplo!

E você? Já enviou ou recebeu alguma encomenda do Brasil? Conhece alguma outra maneira? Conta pra gente, vai!

 

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Road Trip de Auckland a New Plymouth: 5 dias de campervan

Ah férias… Pela primeira vez desde que chegamos na NZ conseguimos 5 dias seguidos de folga do trabalho e da escola! E é claro que aproveitamos pra explorar mais um pouco desse país maravilhoso!

Dessa vez nosso destino foi New Plymouth, por motivos de queremos morar lá no futuro! E também decidimos experimentar uma das formas mais populares de viajar por aqui: o camping. Alugamos nossa campervan na Spaceship Rentals e pagamos menos do que um aluguel de carro convencional, e com tudo incluso: fogão portátil, cilindros de gás, geladeira, aquecedor, todos os utensílios de cozinha e roupa de cama.

De Auckland a New Plymouth são 360 km de estrada pela rota mais curta, mas escolhemos passar por algumas outras cidades que queríamos conhecer antes de chegar no nosso destino final. Dá uma olhada nossa rota:

Hamilton

Nossa primeira parada foi em Hamilton, onde visitamos rapidamente o Waikato Museum (grátis 😀) e almoçamos ali no centro da cidade. Mas o principal motivo de termos parado em Hamilton foi a visita ao Hamilton Gardens, um parque público as margens do Waikato River (grátis também😀). A principal atração do parque são os jardins temáticos, além de um lindo lago cercado por gramados verdes e bem cuidados. Recomendamos a visita, mas espera a primavera chegar de vez porque no inverno faltam flores e cores.

Raglan

Ainda de tarde partimos em direção a Mecca do Surf aqui na NZ. Raglan é bastante famosa entre os surfistas do mundo todo por possuir “the longest, most accessible and consistent left-hand break in the world”, ou a mais longa, acessível e consistente onda de esquerda do mundo, localizada em Manu Bay, que inclusive já apareceu em alguns filmes do gênero. Passamos frio nossa primeira noite no Solscape, um camping que respira sustentabilidade, oferece aulas de ioga, surf, massagem, e uma vista incrível.

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Vista do Camping

Assim que acordamos fomos até Manu Bay e pudemos assistir a um campeonato de surf entre escolas da região que estava rolando naquela manhã de terça (isso mesmo, você leu certo). A vibe da cidade é muito boa e queremos voltar no verão pra cair na água e quem sabe tomar uns caldos!

Antes de seguir viagem ainda paramos para conhecer a Bridal Veil Falls, uma cachoeira localizada a 30 min de Raglan. Uma curta trilha pela floresta leva até o topo da cachoeira, e uma longa sequência de degraus te leva ate a base dos 55m de queda. Vale o sacrifício da subida na volta!

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Bridal Veil Falls

New Plymouth

Nossa idéia era chegar em New Plymouth no fim da tarde então caimos na estrada. A próxima parada seria na pequena cidade de Kawhia, localizada a 30km da cachoeira. O que não sabíamos é que esses 30 km seriam quase todos percorridos em estrada de chão. Não chega a ser uma estrada terrível, mas deixa os 30km bem mais longos! Chegando em Kawhia estacionamos a campervan de frente pro mar e usamos nosso fogão pela primeira vez.

Conforme planejado chegamos em New Plymouth no finzinho da tarde (perdemos o pôr do sol por pouco). Nossa segunda noite foi no Belt Road Seaside Holiday Park, outro camping fantástico, estrutura de primeira e vista pro mar.

No dia seguinte acordamos dispostos a caminhar pela Costal Walkway, um calçadão que percorre toda a costa da cidade, até a Te Rewa Rewa Bridge, um dos pontos turísticos da cidade. Foram 6km de caminhada até a ponte, sempre beirando o mar e com lindas paisagens, mas preferíamos ter feito de bike, skate, patinete, velotrol, qualquer coisa… pois acabou sendo um pouco cansativo e demorado (principalmente a volta 😓).

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Costal Walkway
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Te Rewa Rewa Bridge (com o Mount Taranaki ao fundo)

No fim da tarde pegamos o carro e dirigimos por 50km até o Cape Egmont Lighthouse, um farol construído em Londres em 1864 e trazido e montado na NZ no ano seguinte. Estacionamos nossa campervan e assistimos ao pôr do sol mais lindo de todos. De um lado o sol caindo lentamente  sobre mar, e do outro o farol e o imponente Mount Taranaki , que parecia mudar de cor conforme o céu ficava mais rosa.

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De um lado o pôr do sol
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Do outro o Mount Taranaki e o Lighthouse

New Plymouth é pequena, as pessoas são muito amigáveis e te cumprimentam pela rua, mas apesar do tamanho, a cidade é vibrante, com galerias de arte modernas, restaurantes, parques, um clima bem diferente de Auckland por exemplo. Sim, continuamos com planos de morar lá no futuro.

Mount Taranaki

Depois de passar mais uma noite em New Plymouth, partimos para o Mount Taranaki, ou Mount Egmont como também é conhecido.  A montanha, que é incrivelmente simétrica, fica dentro do Egmont National Park e a 30km de New Plymouth.

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Simetria, gostamos.

Alguns minutos de estrada morro acima e a neve já começava a aparecer. Chegando no Visitor Centre você encontra um estacionamento e uma boa estrutura com banheiros, um café e até um pequeno museu sobre a montanha, além é claro de informações sobre as trilhas e passeios. Existem opções pra todos os gostos, desde pequenas caminhadas de 15 minutos até trilhas de 2 dias em volta da montanha, ou quem sabe uma escalada de 6 horas até o topo.

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Começo da trilha

Ainda estávamos cansados da andança do dia anterior então decidimos pegar o caminho curto de 15 minutos só pra tirar umas fotos e aproveitar um pouco do visual. Pegamos o caminho errado e andamos cerca de 45 minutos por dentro de uma floresta com muita neve, o que no fim das contas acabou valendo a pena.

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No meio da floresta

Também existe uma estação de esqui no Mount Taranaki, localizada na face leste da montanha, mas não foi dessa vez que fomos conhecer.

Mokau

Saímos da montanha no início da tarde e dirigimos até Mokau, uma cidadezinha bem pequena, daquelas que só tem uma igreja, um museu e um açougue, literalmente um do lado do outro. Era apenas uma parada estratégica para passar a noite antes de voltarmos pra Auckland, mas deu pra aproveitar o fim da tarde e explorar um pouco da região.

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Mokau

Passamos a noite no Whitebait Inn, que além de camping também funciona como um restaurante com lanches deliciosos 😋.

Waitomo

Logo que começamos a planejar essa viagem compramos tickets no BookMe para conhecer as Waitomo Caves, famosas pela presença das Glow Worms, uma larvinha que brilha no escuro (acho que é o jeito mais simples de explicar). Nosso passeio era o mais simples (e barato 😁) dentre as muitas opções disponíveis e estava marcado para as 10am. O lado bom é que dá pra voltar várias vezes pra fazer rafting, rapel, e todos os outros passeios nas cavernas.

Sobre o nosso passeio, caminhamos por dentro de uma das inúmeras cavernas da região e pudemos ver as famosas Glow Worms brilhando. Quanto mais escuro mais pontinhos brilhantes apareciam. Em alguns momentos a sensação é de estar olhando para um céu estrelado. Uma pena que nossas câmeras não são capazes de registrar a experiência.

Na saída da caverna ainda paramos em uma cabana para tomar um chá feito de uma erva típica da NZ. O passeio durou aproximadamente 1 hora.

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Waitomo Caves (não sabemos tirar foto no escuro)

Hora de pegar o caminho de volta! Mas antes algumas considerações sobre nossa viagem:

  • Viajar de campervan foi uma experiência muito legal, todos os campings que ficamos possuem uma estrutura excelente de banheiro e cozinha e são seguros. É uma forma muito comum e barata de viajar por aqui!
  • Não se engane pelo sol e céu azul das fotos. Na época que viajamos (começo de Agosto) estava bastante frio e de noite a temperatura chegava a 2 graus, por isso sempre optamos por campings com pontos de energia, assim dormíamos com o aquecedor ligado!
  • Depois de 6 meses morando no centro de Auckland, encontramos nas cidades menores o verdadeiro estilo de vida Kiwi. Foi bom pra relembrar o porque decidimos sair de SP e nos mudar pra NZ!

Custos

Como sempre, vamos detalhar aqui o quanto gastamos nessa trip:

  • Campervan: $ 132.00 (aluguel 5 dias + lavagem simples antes de entregar)
  • Camping Solscape: $ 40.00 (1 noite p/ 2 pessoas)
  • Camping Belt Road: $ 85.80 (2 noites p/ 2 pessoas)
  • Camping Whitebait: $ 30.00 (1 noite p/ 2 pessoas)
  • Alimentação: $ 84.30 (incluindo mercado + o que gastamos comendo fora)
  • Combustível: $ 177.16
  • Waitomo Caves Ticket: $ 59.00 (2 entradas)
  • TOTAL: $ 608.26

Curtiu? Então assista os VÍDEOS DA NOSSA VIAGEM aqui!

E aí, tá esperando o que pra cair na estrada?!

✌🏼

 

 

 

 

 

 

 

Malas, despedidas e a viagem de ida

Então é isso. Depois de todo o planejamento, todas as pesquisas, todos os sacrifícios para guardar dinheiro, eis que a tão esperada semana da viagem chegou. E nós do NMN resolvemos contar pra vocês como foi nossa última semana em terras brasileiras, as precauções com nossos compromissos no Brasil, como fizemos nossas malas, e como foi nossa viagem de ida de São Paulo até Auckland!

 

Hora de dizer até breve!

Resolvendo nossa vida no Brasil

Pra começar a preparar nossa saída do país, fizemos um check-list de todas nossas obrigações e compromissos no Brasil. Coisas que teríamos que resolver antes de embarcar para NZ, como por exemplo:

  • fazer um procuração dando poderes à nossas mães para resolver questões econômicas;
  • fechar conta em banco;
  • transformar celulares em pré-pago (se cancelar a linha, você perde o número) ;
  • consertar computadores e câmeras;
  • vender coisas que não usaríamos mais

Enfim… todos temos nossas responsabilidades e compromissos, e fazer uma lista de tudo que precisa ser resolvido ajuda muito a se organizar e não deixar nada pra trás, e quanto antes você começar a pensar nisso mais fácil vai ser. A última coisa que você quer é um problema pra resolver no Brasil quando você estiver longe, não é mesmo?

Fazendo as malas

Por mais que você se antecipe, algumas coisas vão acabar ficando para os últimos dias. Nós começamos a fazer as malas há 3 dias da viagem. Como pensamos em ficar no mínimo 1 ano por aqui sem voltar para o Brasil, trouxemos praticamente TUDO que podíamos. Fique ligado nas regras da cia aérea. Nossa passagem permitia 2 malas de 32kg por passageiro, mais as bagagens de mão. Nossas malas ficaram quase todas perto desse limite, e ainda embarcamos na mão com mais uma mala pequena, 2 mochilas e um violão (UFA…).

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Nossa vida resumida em 7 malas e 1 violão

Logicamente, todo nosso armário não coube nas malas, então aproveitamos para fazer aquela limpa necessária nas nossas coisas. Foram muitas malas e sacolas para doação.

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Mala DELE
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Mala DELA
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Parte do que foi para doação

Algumas dicas para organizar suas malas:

  • Dobre as camisetas e roupas de tecido leve em rolinhos
  • Calças e camisas desse jeito
  • Meias, cintos, e roupas íntimas enroladas num saquinho dentro dos tênis
  • Usamos algumas embalagens à vácuo para guardar algumas roupas mais “fofas”
  • Lembre de levar uma troca de roupa na bagagem de mão
  • Líquidos acima de 100ml devem ser despachados (lembre-se de lacrá-los para evitar vasamentos)

Algumas outras dicas e ítens que trouxemos:

  • Instrumentos musicais: um violão e um ukelele (dentro da mochila) como bagagem de mão. Violões, guitarras e etc são permitidos desde que não estejam em case rígida
  • Eletrônicos: uma caixa de som bluetooth e 2 notebooks dentro da mochila de mão (lembrando que aqui na NZ as tomadas são 220v)
  • Skate, pranchas e equipamentos de esporte grandes devem ser despachados e pagos como bagagem excedida. Porém se seu skate couber na mala, manda ver. O meu coube!
  • Documentos, dinheiro, vistos e comprovante guardados em uma pasta e dentro da mochila

DICA NMN: Embalamos nossas malas com plástico filme antes de despachar. Compramos um rolo de 300m e fizemos em casa mesmo (no aeroporto de Guarulhos estão cobrando 60 reais por mala). Também compramos plástico bolha para embalar ítens mais frágeis.

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Malas embaladas com plástico filme

A viagem de ida, imigração e chegada

Tudo preparado, hora de encarar as muitas horas de vôo de São Paulo até Auckland. Voamos de TAM/LAN com escala em Santiago. O primeiro vôo foi em um avião menor, mais antigo, sem entretenimento a bordo, portanto lembre-se de ter um celular ou um notebook carregado e com músicas e filmes para te distrair durante as 4 horas de vôo. Tentamos não dormir e guardar o sono para a segunda parte da viagem. No serviço de bordo foi servido somente um lanche + frutas. Chegando no Chile teríamos que aguardar cerca de 3 horas para embarcar para Auckland, mas houve um atraso de +3 horas. Por sorte, a cia é obrigada a fornecer alimentação e o aeroporto de Santiago tem algumas boas opções, além de cadeiras confortáveis para descansar.

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Voucher de alimentação da LAN

Passada a espera, embarcamos para Auckland em um avião muito maior e mais moderno, com entretenimento a bordo para todos os gostos! De Santiago a Auckland são 13 horas de vôo, foram servidas 2 refeições (jantar e café da manhã) e voamos quase sempre a noite.

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Entretenimento a bordo no vôo da LAN

Imigração

A chegada em Auckland foi muito tranquila. Desembarcamos por volta das 8hs da manhã e passamos pela imigração sem muita demora. Apresentamos somente nossos passaportes e os vistos, e não nos pediram nenhuma informação nem documento adicional. Na verdade não perguntaram absolutamente NADA!

Saindo do aeroporto

Assim que pegamos nossas malas saímos para o saguão do aeroporto. Ali mesmo já é possível comprar um chip para o celular na Vodafone ou na Spark. Optamos por uma promoção de Páscoa na Vodafone: 39 nzd por 3gb de dados, 200 min de ligações locais e 200 msg de txt (sim aqui eles ainda usam).

Devidamente conectados, precisávamos ir do aeroporto até nosso apto em Grafton (bairro perto da City). Para quem chega com muitas malas como nós, a melhor opção é o Super Shuttle, uma van que te leva por um preço fixo (43 nzd por casal) até a porta da sua casa.

E esse foi só o início das nossas descobertas aqui em Auckland. Fiquem ligados no blog, na nossa página do Facebook, e no nosso instagram @nossomundonovo para mais novidades direto da NZ!

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Contratar ou não uma agência ?

Olá amigos, ficamos bastante feliz e surpresos com todas as mensagens que recebemos com a noticia da nossa mudança. Faz toda diferença quando você tem pessoas mandando energias positivas e torcendo por você. Legal também saber que tem bastante gente que só precisa de um empurrãozinho pra tomar uma decisão e que somos considerados inspiradores. Tudo isso nos da uma satisfação enorme em mantermos o blog.

Uma das primeiras perguntas que nos fazem hoje referente a mudança é “Vocês fecharam com qual agência ?”

Continue Lendo “Contratar ou não uma agência ?”

Mudança de planos

Você já pensou em ir embora do Brasil?

Ultimamente esse tem sido um desejo bem comum entre os brasileiros, pelo menos entre os que fazem parte do nosso convívio social. Não são apenas os jovens, mas pessoas com carreiras estáveis e de sucesso já manifestaram interesse em deixar a pátria mãe em busca de uma vida melhor.

Mas e aí? O que fazer com essa vontade? “Fazer uma grande mudança é bem assustador.
Mas sabe o que é mais assustador? Não mudar nunca”. 

Bom meus caros.. Nós acreditamos em 2 opções: suprimir esse desejo e mergulhar de cabeça no dia a dia, fazer de conta que vivemos em um país justo, e conformar-se que algumas coisas nunca irão mudar no país; ou alimentar essa vontade de se mandar, pesquisar sobre as oportunidades e planejar sua “rota de fuga”.

Nós do NMN também passamos por esse momento de questionamento ~ “o que ainda estamos fazendo aqui?” ~ após uma viagem de férias para a California e então acabamos optando pela segunda opção. Nós basicamente resolvemos tirar nosso sonho do papel e transforma-lo em realidade. Oficialmente, deixamos o Brasil em Março de 2016, rumo a Nova Zelândia, cheios de esperança e em busca de um futuro diferente.

nz_travel

Sempre admiramos casais que largaram tudo e caíram no mundo. Que coragem! Ficamos acompanhando pelas redes sociais as aventuras, os lugares por onde passaram, o quanto aprenderam viajando pelo mundo todo. E nós poderíamos seguir esses exemplos e planejar uma volta ao mundo, mas essa não foi nossa escolha. Acreditamos que pelo momento que estamos vivendo como casal, precisávamos de algo mais definitivo, menos nômade, sabe? E foi assim que começamos a planejar esse passo tão importante.

Por que escolhemos a Nova Zelândia?

Essa é a parte fácil da história.
Depois que decidimos levar a sério nossa ideia de se mudar, passamos a pesquisar sobre alguns países, levando em consideração algumas características como: permissão de trabalho para estudantes, oportunidade de emprego na nossa área, facilidade de adaptação, clima, idioma, moeda (câmbio), e possibilidade de permanência com visto de residente (não queremos ser estudantes pelo resto da vida, rs).
Durante nossa pesquisa passamos por Canadá e Austrália, quase tendo decidido por esse último, quando nós acabamos nos encantando pela Nova Zelândia. Essa antiga colônia britânica, última porção de terra a ser descoberta no mundo, um país atraente e receptivo para turistas e imigrantes, com paisagens de tirar o fôlego e com uma comunidade brasileira considerável.
Quase sem perceber, já tínhamos tomado nossa decisão. #partiuAuckland

na_devonport_auckland

A Stella, que é uma stalker de primeira, em poucos dias conhecia Auckland como se já estivesse morando lá. Tinha feito contatos com brasileiros, moradores da Nova Zelândia , sabia nomes de ruas, bairros, escolas, pesquisou todos os blogs, facebook, posts e reportagens.

Eu (Gustavo) tenho uma certa obsessão por planejamento, e fico MUITO feliz quando as coisas saem do jeito que planejei. Então tratei de criar uma planilha com tudo que precisaríamos fazer para colocar nosso objetivo em prática.
Previsão de gastos, economia de dinheiro, nossos bens, e nossa vida toda resumida em números…

Nós entraremos no país com visto de estudante para o período de 1 ano, tendo direito a trabalhar 20 horas semanais, o que pra nós é fundamental para pagar nossas despesas na NZ, já que de acordo com o nosso plano, levaremos grana suficiente para nos mantermos pelos 3 primeiros meses (NZD$1250 cada um, por mês).

Falando em dinheiro, obviamente fizemos o planejamento financeiro o mais detalhado que conseguimos para tornar nosso objetivo possível (falaremos mais sobre nossas despesas em um outro post). “Aaaahh mais dá uma dica aííí… quanto vocês gastaram???”
Bom,  isso vai depender muito do curso, da escola que você escolher, do preço da passagem, de quanto está disposto a gastar com moradia… no nosso caso, posso adiantar que vendemos e vamos usar a grana dos nossos 2 carros.

Como temos um nível de inglês já ok, optamos por um curso de Diploma em Business – Level 7 (também falaremos mais sobre isso futuramente), o que nos possibilitará uma extensão de mais um ano no nosso visto com permissão para trabalho em período integral.
Falando sobre o domínio do inglês, nós voltamos a estudar desde a metade de 2015, pois tínhamos que passar em uma prova de proficiência para sermos aceitos neste curso de diploma, além, é claro, de nos deixar mais confiantes para a mudança. A princípio também não queremos nos limitar a empregos na área da limpeza ou construção e sim ir atrás dos empregos que possam exigir mais domínio e desenvoltura com a língua inglesa.

“Ah mas parece tudo tããão fácil!”
Engano seu… Foi uma escolha muito difícil, levando em conta que temos bons empregos e uma vida bastante estável no Brasil.
Semana passada fez 1 ano que começamos a morar juntos, e teremos que deixar para alugar nosso apêzinho que montamos do nosso jeito (leia-se também “gastamos uma grana”). Além disso, sofremos uma grande pressão da família, por estarmos indo para um lugar tãão longe! É claro que temos consciência que sofreremos de saudade da família e dos amigos, mas como diz o ditado “cada escolha uma renúncia”.
Maasss, não falaremos ainda sobre os prós e contras. Deixaremos que a nossa experiência nos diga se acertamos ou erramos na escolha, e daqui a alguns meses voltamos a discutir o assunto.

Por enquanto…

Acompanhem nossos próximos passos, torçam por nós e se apaixonem com as imagens a seguir que ainda não são nossas! 😁

 

 

Leia tambem:
Malas, despedidas e viagem de ida