Road Trip de Auckland a New Plymouth: 5 dias de campervan

Ah férias… Pela primeira vez desde que chegamos na NZ conseguimos 5 dias seguidos de folga do trabalho e da escola! E é claro que aproveitamos pra explorar mais um pouco desse país maravilhoso!

Dessa vez nosso destino foi New Plymouth, por motivos de queremos morar lá no futuro! E também decidimos experimentar uma das formas mais populares de viajar por aqui: o camping. Alugamos nossa campervan na Spaceship Rentals e pagamos menos do que um aluguel de carro convencional, e com tudo incluso: fogão portátil, cilindros de gás, geladeira, aquecedor, todos os utensílios de cozinha e roupa de cama.

De Auckland a New Plymouth são 360 km de estrada pela rota mais curta, mas escolhemos passar por algumas outras cidades que queríamos conhecer antes de chegar no nosso destino final. Dá uma olhada nossa rota:

Hamilton

Nossa primeira parada foi em Hamilton, onde visitamos rapidamente o Waikato Museum (grátis 😀) e almoçamos ali no centro da cidade. Mas o principal motivo de termos parado em Hamilton foi a visita ao Hamilton Gardens, um parque público as margens do Waikato River (grátis também😀). A principal atração do parque são os jardins temáticos, além de um lindo lago cercado por gramados verdes e bem cuidados. Recomendamos a visita, mas espera a primavera chegar de vez porque no inverno faltam flores e cores.

Raglan

Ainda de tarde partimos em direção a Mecca do Surf aqui na NZ. Raglan é bastante famosa entre os surfistas do mundo todo por possuir “the longest, most accessible and consistent left-hand break in the world”, ou a mais longa, acessível e consistente onda de esquerda do mundo, localizada em Manu Bay, que inclusive já apareceu em alguns filmes do gênero. Passamos frio nossa primeira noite no Solscape, um camping que respira sustentabilidade, oferece aulas de ioga, surf, massagem, e uma vista incrível.

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Vista do Camping

Assim que acordamos fomos até Manu Bay e pudemos assistir a um campeonato de surf entre escolas da região que estava rolando naquela manhã de terça (isso mesmo, você leu certo). A vibe da cidade é muito boa e queremos voltar no verão pra cair na água e quem sabe tomar uns caldos!

Antes de seguir viagem ainda paramos para conhecer a Bridal Veil Falls, uma cachoeira localizada a 30 min de Raglan. Uma curta trilha pela floresta leva até o topo da cachoeira, e uma longa sequência de degraus te leva ate a base dos 55m de queda. Vale o sacrifício da subida na volta!

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Bridal Veil Falls

New Plymouth

Nossa idéia era chegar em New Plymouth no fim da tarde então caimos na estrada. A próxima parada seria na pequena cidade de Kawhia, localizada a 30km da cachoeira. O que não sabíamos é que esses 30 km seriam quase todos percorridos em estrada de chão. Não chega a ser uma estrada terrível, mas deixa os 30km bem mais longos! Chegando em Kawhia estacionamos a campervan de frente pro mar e usamos nosso fogão pela primeira vez.

Conforme planejado chegamos em New Plymouth no finzinho da tarde (perdemos o pôr do sol por pouco). Nossa segunda noite foi no Belt Road Seaside Holiday Park, outro camping fantástico, estrutura de primeira e vista pro mar.

No dia seguinte acordamos dispostos a caminhar pela Costal Walkway, um calçadão que percorre toda a costa da cidade, até a Te Rewa Rewa Bridge, um dos pontos turísticos da cidade. Foram 6km de caminhada até a ponte, sempre beirando o mar e com lindas paisagens, mas preferíamos ter feito de bike, skate, patinete, velotrol, qualquer coisa… pois acabou sendo um pouco cansativo e demorado (principalmente a volta 😓).

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Costal Walkway
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Te Rewa Rewa Bridge (com o Mount Taranaki ao fundo)

No fim da tarde pegamos o carro e dirigimos por 50km até o Cape Egmont Lighthouse, um farol construído em Londres em 1864 e trazido e montado na NZ no ano seguinte. Estacionamos nossa campervan e assistimos ao pôr do sol mais lindo de todos. De um lado o sol caindo lentamente  sobre mar, e do outro o farol e o imponente Mount Taranaki , que parecia mudar de cor conforme o céu ficava mais rosa.

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De um lado o pôr do sol
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Do outro o Mount Taranaki e o Lighthouse

New Plymouth é pequena, as pessoas são muito amigáveis e te cumprimentam pela rua, mas apesar do tamanho, a cidade é vibrante, com galerias de arte modernas, restaurantes, parques, um clima bem diferente de Auckland por exemplo. Sim, continuamos com planos de morar lá no futuro.

Mount Taranaki

Depois de passar mais uma noite em New Plymouth, partimos para o Mount Taranaki, ou Mount Egmont como também é conhecido.  A montanha, que é incrivelmente simétrica, fica dentro do Egmont National Park e a 30km de New Plymouth.

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Simetria, gostamos.

Alguns minutos de estrada morro acima e a neve já começava a aparecer. Chegando no Visitor Centre você encontra um estacionamento e uma boa estrutura com banheiros, um café e até um pequeno museu sobre a montanha, além é claro de informações sobre as trilhas e passeios. Existem opções pra todos os gostos, desde pequenas caminhadas de 15 minutos até trilhas de 2 dias em volta da montanha, ou quem sabe uma escalada de 6 horas até o topo.

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Começo da trilha

Ainda estávamos cansados da andança do dia anterior então decidimos pegar o caminho curto de 15 minutos só pra tirar umas fotos e aproveitar um pouco do visual. Pegamos o caminho errado e andamos cerca de 45 minutos por dentro de uma floresta com muita neve, o que no fim das contas acabou valendo a pena.

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No meio da floresta

Também existe uma estação de esqui no Mount Taranaki, localizada na face leste da montanha, mas não foi dessa vez que fomos conhecer.

Mokau

Saímos da montanha no início da tarde e dirigimos até Mokau, uma cidadezinha bem pequena, daquelas que só tem uma igreja, um museu e um açougue, literalmente um do lado do outro. Era apenas uma parada estratégica para passar a noite antes de voltarmos pra Auckland, mas deu pra aproveitar o fim da tarde e explorar um pouco da região.

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Mokau

Passamos a noite no Whitebait Inn, que além de camping também funciona como um restaurante com lanches deliciosos 😋.

Waitomo

Logo que começamos a planejar essa viagem compramos tickets no BookMe para conhecer as Waitomo Caves, famosas pela presença das Glow Worms, uma larvinha que brilha no escuro (acho que é o jeito mais simples de explicar). Nosso passeio era o mais simples (e barato 😁) dentre as muitas opções disponíveis e estava marcado para as 10am. O lado bom é que dá pra voltar várias vezes pra fazer rafting, rapel, e todos os outros passeios nas cavernas.

Sobre o nosso passeio, caminhamos por dentro de uma das inúmeras cavernas da região e pudemos ver as famosas Glow Worms brilhando. Quanto mais escuro mais pontinhos brilhantes apareciam. Em alguns momentos a sensação é de estar olhando para um céu estrelado. Uma pena que nossas câmeras não são capazes de registrar a experiência.

Na saída da caverna ainda paramos em uma cabana para tomar um chá feito de uma erva típica da NZ. O passeio durou aproximadamente 1 hora.

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Waitomo Caves (não sabemos tirar foto no escuro)

Hora de pegar o caminho de volta! Mas antes algumas considerações sobre nossa viagem:

  • Viajar de campervan foi uma experiência muito legal, todos os campings que ficamos possuem uma estrutura excelente de banheiro e cozinha e são seguros. É uma forma muito comum e barata de viajar por aqui!
  • Não se engane pelo sol e céu azul das fotos. Na época que viajamos (começo de Agosto) estava bastante frio e de noite a temperatura chegava a 2 graus, por isso sempre optamos por campings com pontos de energia, assim dormíamos com o aquecedor ligado!
  • Depois de 6 meses morando no centro de Auckland, encontramos nas cidades menores o verdadeiro estilo de vida Kiwi. Foi bom pra relembrar o porque decidimos sair de SP e nos mudar pra NZ!

Custos

Como sempre, vamos detalhar aqui o quanto gastamos nessa trip:

  • Campervan: $ 132.00 (aluguel 5 dias + lavagem simples antes de entregar)
  • Camping Solscape: $ 40.00 (1 noite p/ 2 pessoas)
  • Camping Belt Road: $ 85.80 (2 noites p/ 2 pessoas)
  • Camping Whitebait: $ 30.00 (1 noite p/ 2 pessoas)
  • Alimentação: $ 84.30 (incluindo mercado + o que gastamos comendo fora)
  • Combustível: $ 177.16
  • Waitomo Caves Ticket: $ 59.00 (2 entradas)
  • TOTAL: $ 608.26

Curtiu? Então assista os VÍDEOS DA NOSSA VIAGEM aqui!

E aí, tá esperando o que pra cair na estrada?!

✌🏼

 

 

 

 

 

 

 

Rotorua + Huka Falls em 2 dias

É verdade que ultimamente estamos bastante ocupados entre estudo, trabalho e aprender a viver em outro país. Mas isso não é motivo pra deixar de viajar, não é mesmo? Ainda mais estando num pais como a NZ, com tanta coisa pra ver!

E foi assim que decidimos ocupar os 2 únicos dias que tivemos livre em uma semana de férias da escola com uma viagem curtinha até Rotorua, passando por Blue Springs e dando uma esticadinha até Taupo pra ver a Huka Falls e o Lake Taupo.

Se voces acompanharam os últimos posts já sabem que escolhemos alugar um carro, apesar das várias opções de bus tour saindo de Auckland. De Auckland a Rotorua são 230km e cerca de 3h dirigindo por belas paisagens. A vantagem é a liberdade de escolher seus horários e roteiros, além de ser possível encontrar ótimos preços e dividir o valor do aluguel do carro (pagamos 60nzd por 2 dias). Caso vc não tenha carta, tenha medo de dirigir na mão inglesa, ou prefira um pacotão pronto, dá uma olhada nesses sites: Bookme, Mana Tours, Kiwi Experience e Naked Bus.

Blue Spring

Parada estratégica faltando 40km pra chegar em Rotorua. Em Putaruru, região de South Waikato está localizada a Blue Spring, uma fonte de água cristalina (não achei adjetivo melhor pra explicar o quanto a água é transparente), de onde saem aproximadamente 70% de toda água engarrafada da Nova Zelândia! O lugar é perfeito para uma parada, seja pra usar o banheiro do início da trilha, fazer um picnic ou até dar um mergulho caso esteja calor, por que não? Os mais dispostos e com mais tempo podem percorrer a trilha toda de 4.7km.

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Blue Spring

Rotorua

Chegamos em Rotorua por volta das 13h, passamos no Central Backpackers pra deixar as malas e saímos pra cheirar explorar a cidade. Antes paramos pra almoçar no Fat Dog Cafe & Bar (comida boa e preço nem tanto). Rotorua é bem pequena e tem um circuito turístico grátis bastante interessante pra explorar a pé.

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Mapa com o roteiro que fizemos caminhando

Saindo do centro com um mapa na mão seguimos até o Kuirau Park, onde tivemos nosso primeiro contato mais próximo com o famoso cheiro de ovo podre característico de Rotorua. O parque é totalmente aberto e cheio de atividade geotermal dando aquele clima de filme de terror.

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Kuirau Park

Depois de passar pelo parque, caminhamos até Ohinemutu, uma vila maori real, com igreja, escola e pessoas reais morando, nada daquele teatro pra turista ver e pagar caro (não to dizendo que é ruim, mas que é caro é).

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Ohinemutu

Continuamos contornando o Lake Rotorua até chegarmos na Sulphur Bay, uma parte do lago com águas bem esbranquiçadas e um visual bem bonito (com direito até a um arco-íris e pássaros voando). A cor branca é resultado das partículas de enxofre (sulphur) misturadas na água do lado.

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Sulphur Bay

Terminamos nosso passeio no Government Gardens, já de volta ao centro da cidade.

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Government Gardens

Dica NMN: Toda quinta-feira rola um Night Market no centrinho da cidade. Música e comida boa do mundo todo (churros!) a um preço muito justo!

No dia seguinte acordamos cedo para explorar os lagos de Rotorua. Além do Lake Rotorua, existem vários outros lagos que valem a visita. Entre os mais conhecidos estão o Blue Lake, o Green Lake, Lake Okareka, e Lake Tarawera. Estar de carro facilitou bastante pois os lagos não são tão próximos da cidade. No caminho dos lagos também passamos pela Whakarewarewa Forest, ou The Redwoods como é conhecida, outro parque ecológico com trilhas e várias outras atrações.

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Blue Lake

Pra encerrar nosso tour em Rotorua, ainda pela manhã pegamos a estrada em direção a Taupo, mas antes paramos em uma das atrações mais famosas da cidade e a única que fizemos questão de pagar ($32.5), o Wai-O-Tapu. Trata-se de um parque geotermal incrível, cheio de crateras de água quente, poços de lama fervendo e geisers, originados por conta da intensa atividade vulcânica da região. A diversidade de cores dos lagos e a paisagem é algo realmente impressionante e te dá a sensação de estar num lugar único no mundo! Antes de entrar na parte paga do parque ainda é possível assistir um famoso geiser Lady Knox entrando em erupção diariamente as 10:15 am (a erupção é artificialmente provocada porém o efeito é real).

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Champagne Pool, Wai-O-Tapu
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Lady Knox Geyser

Huka Falls

Seguindo viagem para Taupo, pouco antes de entrar na cidade paramos para conhecer a famosa Huka Falls, conhecida por ter uma água “azul filtro do instagram”. Sério, parece que tem corante na água de tão azul que ela é! A queda em si é bem pequena mas o visual é fantástico. A Huka Falls fica bem na beira da estrada pra Taupo e o acesso é super fácil, então mesmo que você não tenha tempo pra fazer as trilhas vale a pena dar uma passada pra conhecer.

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Huka Falls.

Aproveitando que estávamos ali seguimos até Taupo para dar uma olhada no Lake Taupo, almoçamos por ali mesmo e pegamos a estrada de volta para Auckland. Cerca de 3h e meia e já estávamos de volta.

Custo da Viagem

Mas e aí, quanto será que custa uma viagem dessa? Aqui não tem segredo! Vamos as contas:

  • Aluguel do carro (2 dias): $60
  • Combustível: $70
  • Hostel (1 noite quarto duplo): $58
  • Ingresso Wai-O-Tapu (2 pessoas): $65
  • Alimentação: $71

Total: $324 (casal) muito bem pagos!

Se animou pra cair na estrada? Nós não vemos a hora de conseguir mais uma brechinha dessa no calendário!

Mais Fotos: